Mudou a noção de terrorista: BIn Laden é um engenheiro frustrado que ama Whitney Houston
Por Glaucia Freitas, especial para o Jornal de Debates<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
O 11 de setembro de 2001 trouxe debates acerca de que o terrorismo seria um "choque de civilizações" e não o é. Não vejo civilidade alguma em genocídios e atos terroristas.
O terrorismo, em sua gênese é um choque individual, que ocorre na mente do indivíduo que não tolera o "diferente" ou aquele que se posiciona contra as suas convicções. Esse comportamento pode estar perfeitamente cercado de inúmeras intolerâncias: à religião, à posição política, à etnia,em disputa por territórios, pela negação de uma história-comum entre povos em nome de uma supremacia,etc.O indivíduo então busca outros correligionários e o grupo começa a ganhar identidade, recursos ,bandeira, propaganda e difusores de células armadas e planejamento de ataques.
O terrorismo é variado conforme a época e região ,distingue-se em partes de organizações criminosas, mas ambos estão separados por uma particularidade que é marca do primeiro: a ideologia fanático-religiosa.
Li recentemente vários comentários sobre a tragédia das Torres Gêmeas, um deles era bem insustentável e lacônico o qual um sujeito dizia ter "medo dos pacifistas" - e dos terroristas, ninguém tem? Ninguém tem medo de ser atacado ao viajar de avião para a Europa ou EUA ,dentro do trem ou no seu ambiente de trabalho por um motivo banal, um inimigo não-identificado que mata e brada : " Allah Akbar! " (Deus é grande)?
Longe de clichês: somos felizes pois estamos no Brasil, sem guerras e ataques.Façamos então uma analogia bem simplista do terrorismo islâmico com as últimas ações do PCC. Melhorou a concepção sobre o perigo que vem nos pegar de surpresa? O terrorismo tem vertentes e usa máscaras e contextos histórico-sociais diferentes.
O terrorismo não conhece fronteiras, brincar com o poder de "deixar viver ou morrer" alimenta o terrorismo.
Bin Laden estudou nos EUA, seu pai fez fortuna com Bush e depois de obter êxito financeiro com a construção civil e outros negócios, destrói milhares de vidas nos EUA. Onde está a civilidade?
Quando um terrorista tira proveito do capitalismo, da tecnologia e da política ocidental fica feliz,mas quando não consegue mais as benesses tenta destruí-lo, chama o outro de"inimigo" e convoca pessoas para serem suicidas dentro de uma lógica insana.Com qual direito?
Os interesses de Bin Laden foram compulsivos e destrutivos. O problema dos terroristas é um complexo de inferioridade que tenta usar alvos para derramar suas frustrações.O interessante é que eles têm um fascínio velado pelo ocidente, mas o fanatismo os enclausuram nas trevas e para se "tornarem puros de alma" após sonharem com corpos esculturais nas praias de Miami ou Ibiza, precisam estar em uma constante luta, o que eu classifico como "Jihad pessoal".
Esta luta interna e pessoal, trespassa a fronteira da alma e da razão. O "demônio" só é expulso do corpo com a execução da "Jihad coletiva", que demoniza e culpabiliza aos outros,um decreto de morte para pessoas inocentes ou que são contra esta forma de domínio.
O terrorismo como uma questão de literalidade
Quem conhece o Islamismo de forma sã e coerente sabe que Jihad não é na realidade o que os grupos terroristas pregam e praticam, a loucura viculada à uma estreiteza literal pedem emprestados termos a fim de obter mais adeptos,como os 19 terroristas de 11 de setembro.Indivíduos como estes são geralmente carentes de fé e força pessoal.Quando se prepara um terrorista para um ataque, ele pode reler as escrituras sagradas tanto para firmar a sua decisão de atacar como de justificar a sua desistência.
A desistência de praticar um atentado é rara e encarada como um tabu, esses fracos precisam morrer sob uma suposta glória, como mártires a fim compensar a vida ascética e repressora que algumas linhas islâmicas promovem.
Jihad é um dos pilares do Islamismo e só deve ser usada em caso de ameaça real, cercada preceitos éticos e significa literalmente "esforçar-se".
No Islamismo, este esforço pode ser individual ou coletivo, a fim de conduzir seus praticantes a uma vida mais virtuosa; ajudando a outros muçulmanos , prática da caridade, a instrução, e lutando para defender muçulmanos.Defender não significa atacar primeiro.
Jihad é a dita "Guerra Santa", mas o terrorismo tira a noção islâmica de "santidade" como instância primordial e divina no ato de preservação da vida.
Bin Laden e a cultura pop americana
A biógrafa de Bin Laden - a sudanesa Kola Boof - lancará um livro em breve, e destacou em uma prévia um fato surpreendente :ele teria dito que pensou em matar o marido de Whitney Houston.
O terrorista disse achar a cantora norte-americana a mulher mais linda do mundo - e embora ele não goste da música ocidental - sente muita atração por Whitney, e por isso chegou a planejar matar o marido.Os brutos também amam, mas não são civilizados.
Comentários
eu apoio o terrorismo
por ser um modo d guerra civil de um modo anonimo afirmo e aceito k bin laden e um engenheiro frustradu. i love war and guns
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eu quero saber os intereces de bin lader, o futuro dele, o que ele do mundo e dos EUA.
quero saber por que qui o bin lader odeia tanto o EUA, se ele mesmo estudou la