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Como diminuir a violência no trânsito?

Precisamos a meu ver identificar primeiro as causas da violência no trânsito, e prováveis causadoras de acidentes, com a maior sinceridade possível, as quais de meu ponto de vista são:
1 - As ocasionadas pela má administração do sistema viário e do transito e sua sinalização em si, das quais podemos citar ruas esburacadas, obstáculos a torto e direito construídos sem nenhum critério, se alguém reclama vão lá e cria-se mais um caroço na via carroçável, placas destinadas mais a uma indústria de multas do que organizar o fluxo de forma honesta, e que no fundo sabem que por princípio não serão respeitadas e portanto interessa aos políticos irresponsáveis e incompetentes de plantão, já que vemos vias com placas de velocidade as mais diversas algumas indicando por exemplo 20 por hora onde o motorista poderia trafegar com inteira segurança, normalmente a 50, 60 ou 80, kms por hora, mãos e contramãos que não levam em consideração o tempo e a paciência do motorista, obrigando a este dar a volta ao mundo às vezes para chegar onde quer, e daí por diante. Na verdade temos uma verdadeira indústria de placas de trânsito e de semáforos.
2 - Ocasionadas pela falta de educação de nossos filhos para com o respeito à Lei, e ao trânsito, esta a meu ver tem a influência nefasta de nossos governantes, que dão o mau exemplo ao serem os primeiros a não respeitarem as Leis e os últimos a serem punidos, ou seja, existe uma forte cultura de impunidade na nação e é sem dúvida um fator que serve de exemplo para que qualquer um também se ache no direito de também assim agir sabendo que também não poderá ser também punido.
3 - Temos o fator psicológico de que o veículo motorizado é fonte de poder, já que em nossa nação durante toda a história da indústria automobilística o veículo automotor foi cultuado como símbolo de status, e até mesmo de investimento, coisa que só agora está a se inverter, assim sendo o sujeito que conseguia um passava a se achar o máximo, e inclusive em melhores condições de conseguir melhores conquistas em relação à paquera ao sexo oposto, fazendo do veículo um meio de exibição e, portanto, levando à quebra de regras de trânsito em muitos casos, inclusive temos uma cultura fruto deste fato que apesar do combate pelas autoridades ainda resiste que é a do racha em via pública, fruto deste problema.
4 - Temos também a tendência de ao tentar combater um problema criar sistema de regulamentação e punição que antes de nascer já vem com defeitos, como é o caso da pontuação que a meu ver é um sistema que não afere de verdade se alguém é mau ou bom motorista, já que se, por exemplo, alguém ultrapassar 25 pontos em multas somente com estacionamento proibido, por exemplo, será enquadrado da mesma forma que alguém que ultrapassou 25 pontos somente ultrapassando semáforos fechados, ou em infrações por excesso de velocidade, embora o valor da pontuação seje diferente para uma e outra, e portanto temos aí mais uma indústria de multas do que um sistema regulatório e inibidor, (e que criou um tremendo congestionamento nos Detrans com um numero infindável de cidadãos com mais de 25 pontos na carteira a dever explicações), já que nas grandes cidades para um cidadão que por exemplo vive do volante fica difícil dirigir 254 dias em média por ano, de 12 a 14 horas por dia sem cometer nenhuma infração, principalmente a que se refere a estacionamento proibido, e este sistema tem ainda um outro erro, se o infrator foi multado já está sendo punido e portanto não pode vir a ser punido duas vezes pelo mesmo ilícito, mas relevemos isto e mantemos o sistema de pontuação, mas é preciso que seje a meu ver reavaliado já que foi feito com o intuito de consertar se mostrou mais uma criação de dificuldades para vender facilidades, só não enxerga quem não quer.
5 - Temos também os acidentes que são frutos da má manutenção dos veículos devido ao alto custo da mesma em nosso País, em função do baixo poder aquisitivo da maioria dos proprietários de veículos usados, já que por princípio seu poder aquisitivo não lhe permite adquirir um veículo novo, logo temos uma frota de veículos cuja maioria tem em média mais de 5 anos de uso, e com manutenção é lógico precária, é necessária aí uma política a fim de se reduzir o custo da autopeça para o proprietário de veículos com mais de 5 anos de uso, se não puder ser geral.
6 - Temos um alto índice de estresse de modo geral na maioria de nossa população devido à dificuldade que enfrenta grande parte de nossa população para manter a subsistência de sua família, e também da falta de segurança pública, o que leva no período noturno ao cidadão não respeitar sinais de trânsito em muitos locais dentro de nossas cidades com medo de ser assaltado ou morto e em alguns locais mesmo à luz do dia.
7 - Temos, por exemplo, em São Paulo capital uma lei que estabeleceu o rodízio de veículos que na verdade a meu entender não resolve coisa nenhuma, a não ser incrementar a indústria de multas, além de ser uma Lei discriminatória, já que classe média, média alta e alta possui dois ou mais veículos com placas de finais diferentes em sua garagem, e o único que se ferra é o pobre coitado que só tem um veículo, e em princípio em congestionamento vai quem quer, assim para se justificarem retrucam com o problema da poluição, outra conversa fiada, já que a maioria dos carros fabricados nos últimos 8 anos saem de fábrica obrigatoriamente com catalisador, e como quem tem dois carros continua a circular como se nada tivesse acontecendo, logo não temos mudança nenhuma apregoada, a não ser a arrecadação achacante em cima do cidadão.
8 - Temos também o cidadão que enche a cara e saí por aí dirigindo alcoolizado, e este é o maior perigo a meu ver dentre todos os demais problemas aqui citados juntamente com o stress e o exibicionismo.
Bem estas a meu ver são as causas, mas qual seria a solução: Bem aí também temos que ser sinceros e dizermos que soluções existem, e que algumas são de curto prazo, outras de médio prazo, e outras de longo prazo, mas que o problema só será realmente solucionado se sairmos da demagogia para a verdade dos fatos e para a implantação real de medidas que restaurem a ordem a curto médio e longo prazos, e que não sejam demagogas e discriminatórias, ou seja sejam leis que realmente nos tornem iguais Dante delas.
Bem dentre as de curto prazo podemos dizer que temos as que cabem ao Estado tomá-las e implementá-las, e são a meu ver principalmente acabar com a chamada indústria da multa, ou seje, analisar sinceramente e em condições de agilizar e não de tumultuar a circulação de veículos em nossas vias públicas e estradas em geral, ou seja se dá pro condutor trafegar no local a 50 por hora tirar a placa de 20 de lá e colocar a de 50, reestudar o fluxo de veículos dentro da cidade a fim de facilitar a vida do cidadão; em questão de estacionamento, sugiro acabar com a indústria da zona azul, já que tem cidadão que como sabemos tem que ir naquele lugar e por incrível que pareça não tem o dinheiro para comprar o talão, e se sente discriminado, já que o de maior poder aquisitivo fica por lá tranqüilo, pode pagar por 1, 2, 4, 5 horas etc. ou seja, se não se pode estacionar em um local não pode e fim de papo não tem negócio de zona azul, já que é outra indústria discriminatória do cidadão, logo proíbe-se a qualquer um, ou se permite a qualquer um, e fim de papo. Até mesmo por que por princípio o cidadão já pagou pelo espaço da via pública, pelo seu calçamento, etc. e o que acontece é que agora tem que pagar também para parar lá com a desculpa de que é para regular o trânsito e evitar congestionamento.
Revisão do sistema de pontuação na carteira do motorista, retirando-se de lá sem prejuízo da respectiva multa a pontuação referente a infrações banais que não colocam em risco a vida do pedestre e a de outros motoristas, a fim de se punir de fato e realmente o motorista que apresenta perigo real para a sociedade, aumentando inclusive a penalidade para o reincidente.
Criação de Leis mais severas para os casos em que comprovada direção irresponsável o condutor venha a causar a morte ou invalidez de outrem, e que sejam realmente cumpridas via processos judiciais mais ágeis, e penas alternativas que também venham a ser realmente cumpridas para infrações de mesma ordem que não tenham ocasionado vítimas, mas que poderiam ter vindo a ocasionar, no caso do motorista alcoolizado, como é o caso do Japão, onde o cara sabe que se beber acima do limite e for pego se ferra mesmo sem conversa fiada, até porque a corrupção entre os agentes aplicadores da Lei por lá é praticamente inexistente.
Tem uma medida que é de importância fundamental a meu ver e de difícil implantação a curto e a médio prazo, que é aquela de se moralizar os órgãos fiscalizadores e seus agentes, a fim de se minimizar a corrupção, pois acabar totalmente sabemos que é impossível, mas manter em níveis aceitáveis é questão imperativa a fim de se poder exigir do cidadão em geral o cumprimento da lei.
Sem esta medida, a meu ver, jamais vamos resolver problema nenhum, sendo o gasto de dinheiro no setor a fim de resolver os outros problemas murro em ponta de faca, e mera demagogia. Pois na atual situação quem tem dinheiro se saí bem e quem não tem se ferra, logo existe a descrença nas instituições, o que as torna incompetentes para lidar com o cidadão. Esta medida para ter efeito tem que ter início imediato e militância implacável e continua até que os resultados desejados sejam obtidos.
Temos as medidas que dizem respeito à sinalização de vias públicas e estradas de rodagem, bem como sua manutenção, maior numero de placas indicativas e de orientação ao condutor ajudando-o a se orientar melhor em locais que desconhece.
Temos também as medidas que se referem à manutenção do veículo pelo proprietário, no que tange a seu bom estado de funcionamento e de itens de segurança indispensáveis a sua perfeita operação e circulação. Estas poderiam ser resolvidas com uma inspeção anual e de custo barato, e não como alguns já vêm tentando fazer por aí, por exemplo, dando inclusive o monopólio a grupos de interesse que agiriam sozinhos no ramo, e com preços aviltados e que também acabaria como mais um sistema gerador de corrupção, e favorecimento de grupos privilegiados da população sem compromisso nenhum com a sociedade. Um sistema destes. a meu ver, deveria ser pulverizado em oficinas autorizadas e fiscalizadas pelo IMETRO, ou outro órgão competente, e assim iria além de resolver o problema da manutenção da frota de veículos, até a gerar mais emprego e desenvolvimento do que no caso por exemplo de termos por aqui no Estado de São Paulo, como exemplo, de uma "CONTROLAR".
Temos a medida de longo prazo que é a educação de nossas crianças para o trânsito desde a sua infância, já que sabemos que consertar adulto torto é muito mais caro e difícil.
Temos também que dar atenção à segurança do pedestre, com tempo adequado para que o mesmo possa, por exemplo, atravessar cruzamentos já que temos muitos onde o mesmo tem que ser homem bala para poder sair ileso, além de melhor sinalização para o mesmo, inclusive com o uso de sinais sonoros se for o caso.
Temos que obrigar os fabricantes de veículos a adicionarem sinal sonoro quando se engatar a marcha à ré no veículo.
Bem como estamos aqui para debater, deixo aqui minha opinião que poderá assim vir a se juntar à de inúmeros e bem intencionados cidadãos brasileiros também criativos e competentes que publicam seus artigos no JD, e se julgadas procedentes, vir a se tornar exemplo prático para que nossas autoridades competentes efetuem as mudanças necessárias com o intuito de melhorar o trânsito em nosso território como um todo.
Mas volto a frisar enquanto convivermos com a corrupção no sistema não iremos endireitar coisa nenhuma e, portanto, se não houver vontade política e culhão para combater a corrupção é melhor nem discutir o assunto será a meu ver pura perca de tempo e energia.

17 set 2007

Comentários

precisamos

realmente nos temos q tomar providencias contra esse caos q é o transito e podemos começar diminuindo o estresse

Quem foi que respondeu esse

Quem foi que respondeu esse debate mesmo??

uuuuuui, choquei ;)

uuuuuui, choquei ;)