Conflito Geógia x Rússia: quem é o culpado?
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou hoje, 15/08, na Geórgia para mostrar o apoio dos Estados Unidos à ex-república soviética, que está em conflito com a Rússia e os separatistas da Ossétia do Sul, província pró-Moscou. A maior missão é, no entanto, garantir o cumprimento do cessar-fogo mediado pela França e fazer com que o acordo de trégua entre os países contenham esclarecimentos para proteger os interesses georgianos.
O pacto prevê a retirada das tropas de combate russas, mas permite, como concessão, a presença das forças de paz da Rússia que estavam na Ossétia do Sul e na Abkázia antes do início da crise. Elas terão permissão de patrulhar áreas fora das fronteiras das províncias até a chegada de novas forças de paz e observadores de outros países. O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili não o achando favóravel, recusou-se a assiná-lo e pediu mais detalhes.
A crise explodiu no final da semana passada, quando as tropas da Geórgia buscaram restabelecer seu controle na Ossétia do Sul, uma região separatista ao norte georgiano, com ataques à capital regional de Tskhinvali. A Rússia respondeu de forma arrasadora, com o envio de tropas e ataques aéreos em apoio aos separatistas.
O presidente americano, George W. Bush, acusou a Rússia de "cerco e intimidação" contra a Geórgia. “Os russos devem cumprir com sua palavra e retirar as tropas da Geórgia, declarou. O presidente russo, Dmitry Medvedev, contudo, não pretende fazer a retirada e já avisou que responderá novamente, de forma similar às suas ações na Geórgia, caso seus cidadãos ou forças sejam atacadas mais uma vez.
Segundo o grupo Human Rights Watch (HRW), os russos ainda estariam despejando bombas de cacho, consideradas ilegais, sobre áreas civis da Geórgia. O ato teria causado a morte de 11 civis e ferimentos em dezenas de pessoas na cidade de Gori e no povoado de Ruisi. O Ministério da Defesa da Rússia, no entanto, nega a informação.
"Este conflito foi planejado, preparado e ordenado pelo governo dos Estados Unidos", acusou o governo venezuelano, um estreito aliado da Rússia, que declarou ainda que Washington aplicou neste caso "sua recorrente política de desestabilização e incitação da violência". A Venezuela também acusa as tropas georgianas de terem praticado "atos inaceitáveis de violência contra a população da Ossétia do Sul."
Outros aliados importantes da Rússia como Belarus, Cazaquistão e outros países da Comunidade de Estados Independentes (CEI) estão se distanciando de Moscou e preferindo não se posicionar sobre a crise.
O Jornal de Debates quer saber: quem é o culpado pelo conflito?
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