artigo

Quem não quer invasão, não invada.

É inegável o fato de que foi a Georgia (não a nação, seu governo) a responsável direta e incontestável pelo início das hostilidades. É fato histórico:

"O ataque começou às 23:53 da noite de 5ª feira 7, com disparos de sistemas "grad" de artilharia em salvas e aviação. Dez povoados dos arredores da capital Tsinjvali de população ossetina foram "arrasados", e a capital, Tsjinvali, muito destruída pelo ataque. O balanço das perdas, segundo Moscou, foi de 2000 mortos e mais de 30.000 refugiados. O batalhão de paz da ONU, ali destacado, estava composto por uns 300 homens; russos, ossetinos e georgianos. Os integrantes georgianos dispararam contra seus companheiros, com o resultado de 12 soldados mortos. Às tres da tarde de 6ª feira 8, Tsjinvali estava tomada pelo exército georgiano, mas os restos do batalhão de paz e outros efetivos conseguiran reunir forças e mantiveram o controle do vital túnel que comunica o território com a Rusia. Uma hora depois, às quatro da tarde, o 58º exército russo iniciou a sua marcha para Ossetia do Sul desde Vladikavkaz, formalmente respondendo à petição de ajuda à Russia lançada pouco antes pelo presidente sul ossetino, Kokotsty. Sobre as oito da tarde do día 8, o exército russo entrou na Ossetia do Sul."

http://www.lavanguardia.es/lv24h/20080812/53518885135.html

Este relato, colhido do site postado acima, dá boa ideia dos fatos que deram início ao conflito que hoje comentamos, mas algo deve ser apontado:

A força de paz georgiana, que permanecia na região de Ossetia do Sul en conjunto com as demais forças de paz, inclusive a russa, agiu de surpresa e em consonancia con as demais forças de agressão georgianas, assassinando, de surpresa e covardemente, pelo menos doze soldados das forças de paz, sem qualquer chance de defesa, antes de qualquer ação por parte das forças russas. Optaram por matar, ao invés de fazer prisioneiros. Note-se que, se quisessem apenas "neutralizar", bastaria prende-los.

A Georgia atacou com aviação e foguetes em salvas, armas reconhecidamente pouco precisas, sobre alvos não militares, talvez buscando impor o terror e o pânico entre as populações atacadas e visando obter, pela fuga óbvia dessas populações indefesas, facilidades de invasão e permanencia, sem resposta, nas áreas "evacuadas". Esta atitude, tida como pouco nobre nos meios militares, é o que se convencionou denominar como "limpeza étnica". Absolutamente condenável.

A resposta russa, tida como "desproporcional" pelos meios de DESINFORMAÇÃO de massa, tinha que ser e foi dirigida à neutralização da capacidade de ataque do agressor e não poderia, portanto, restringir-se ao combate nos limites do território da Ossétia, enquanto a Georgia, desde o seu próprio território, continuava a lançar ataques. Claro que tinha que invadir, e invadiu. Não fez mais que cumprir a obrigação de impor a paz, diante de um covarde e injustificável ataque.

Por óbvio, se a Georgia não queria ter o seu território invadido, que pensasse melhor, antes.

Saudações

Resumo: 

É inegável o fato de que foi a