artigo

O jornalista é o comunicador

Pode o comunicador exercer outra função que não a de garantir à seus comunicados, os cidadãos de um modo geral e amplo, que a verdade por ele comunicada seja mesmo verdadeira?
Não se trata de reportar apenas um fato.
Posso reportar o assassinato de um milhão de porcos mostrando-os pelo lado da necessidade de defesa ao organismo humano, para evitar, prevenindo, endemias, pandemias, epidemias e pandemônios, mas também posso noticiar o fato como sendo criminoso do ponto de vista dos maus tratos a que os animais foram submetidos antes de suas execuções.
Ao jornalista não é facultado mais que o direito de arrebanhar opiniões a respeito dos seus textos, e é ao editor que cabem as responsabilidades inerentes ao tom com que o jornal já tradicional ou politicamente busca manter como padrão no intuito de manter serena a imagem de sua palavra e base mesmo da credibilidade ao longo dos tempos adquirida.
O jornalista instiga, nas suas abordagens, como o senhor se mostrou conhecedor, à opinião própria e individual do leitor noticiando "fatos" e não "lavando as mãos".
A pública exposição, e clara quando em jornais de relevancia nacional, é uma prática do "bom jornalismo", e no seio das demais áreas da Comunicação que no jornalismo escrito se inspiram ao constatarmos a expansão de seus moldes como modelos de excelência. Otávio Frias Filho está certo. O jornalismo é um serviço dedicado ao público, dependente do público e praticado por entidades privadas. O melhor regulador, mais que uma agência, é a opinião popular, embora bem mais plausível de aceitações de inúmeras gráficas de péssimo gosto ou credibilidade. Ainda assim, ao enriquecerem as mais verdadeiras, que demonstram através de suas receitas o volume de seus crédulos e seguidores, farta e largamente mentiras publicadas em instituições duvidosas serão desmascaradas por quem de direito. Não vejo necessidade de intervenção governamental em jornais. Vão acabar, por selecionar pautas, transformando os credíveis papéis em "santinhos" eleitorais e isso devemos, a todo custo, evitar.
Repito suas palavras, muito bem ditas:
"O compromisso social de um serviço público prestado de forma efetiva requer que o jornalista não apenas noticie. É preciso aprofundar, analisar, esclarecer, enfim, contribuir para uma sociedade melhor, mais justa e mais humana."
O objetivo do jornalista é servir e daí a nobreza de sua profissão. Ele se faz voz de quem o lê, antecipando ao leitor, e bordando caprichosamente o sentimento do povo em suas palavras, suas vontades, angústias, reclamações e necessidades, entre outras coisas.
Meu parabéns aos jornalistas. Reconheço-lhes honrosa e árduamente bem realizadas as labutas.

Resposta ao debate: 
Resumo: 

Repito suas palavras, muito be

04 maio 2009