SEM FUTURO
Eu recordo dos idos anos de adolescência quando empreendi minha jornada pelos quadrinhos. Inspirado pelas HQs estrangeiras (publicadas pela Marvel e DC Comics) busquei desenvolver traços e personagens para entrar no mercado editorial. Meu sonho terminou quando a única oferta de trabalho limitava-se a revistas de arte pornô. Chequei a fundar uma Associação Pró-Quadrinhos, não era bem esse o nome que eu queria mas o meu parceiro no empreendimento insistiu. Foi formidável participar de reuniões com a garotada que respondia ao anúncio para filiação trazendo histíras pronats e personagens geniosos, porém, a dificuldade sempre foi a mesma. Não há mercado editorial interno para que produções nacionais façam decolar suas tiragens. Para se ter uma idéia, certa vez participai de uma palestra onde foram examinadas pesquisas mercadológicas aonde eram apontadas as áreas em que mais se vendiam revistas. E fiquei chateado ao saber que só em São Paulo havia o hábito de ler revistinhas. Nos demais estados, o volume era insuficiente para dizer que existia mercado em expansão. Essas informações e as dificuldades para distribuição terminaram com o sonho, mas não com o orgulho de quem saiu a campo para batalhar pelo seu espaço no mercado. Talvez, em futuro próximo, o empreendedorismo neste setor ganhe força com a apresentação de novos talentos trazendo ao público personagens criativos.

Comentários
Qual o futuro dos quadrinhos no Brasil?
Tenho feito um trabalho para tentar desenvolver politicas publicas paar o setor, mas esta dificil. É uma luta que vem dos anos 50, sem sucesso. Tenho um fanzine que resume tudo o que foi realizado neste sentido até hoje, caso alguém deseje receber basta me escrever.
Ah, e publico uma tirinha diária no Jornal do Brasil, aqui no RJ.
abraço!
PEDRO DE LUNA bzaobzao@gmail.com