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Dia do Jornalista: hora de comemorar o colaborativismo!

Antes de iniciar a reflexão sobre o futuro do jornalismo, creio ser imprescindível a conscientização de que jornalistas sempre terão importância. Afirmo isso porque não há a possibilidade de aceitação de um mundo sem notícias, sem comunicação e reflexão. Antes de sermos jornalistas, somos comunicadores já que além de noticiar fatos, nós questionamos, indagamos e buscamos a interação com nossos leitores.

Sabe por que afirmo que SOMOS comunicadores? porque creio que todos nós – sem exceção – somos extremamente importantes para a reflexão e questionamento de nossos receptores – prometo parar de usar os termos chatos da teoria da comunicação - e para o jornalismo brasileiro, por que não? Afirmo isso porque não faço a menor distinção de importância nesse veículo entre mim – editora chefe – e qualquer um de vocês, usuários a quem costumo chamar de colaboradores. E sabe o porquê? Porque o futuro do jornalismo está no colaborativismo, pois o pensamento coletivo é o que gera discussões e reflexões que acabam promovendo a mudança necessária para a solução de qualquer problemática, o que os faz tão comunicadores quanto eu ou qualquer outro profissional que trabalhe nesse veículo.

O trabalho do jornalista, atualmente é divido com pessoas comuns. Há alguns anos atrás, o jornalista passava aproximadamente 80% do seu tempo captando e apurando informações. Hoje, no entanto, usa o mesmo percentual de tempo para descartar informações para deixar o seu texto mais enxuto e objetivo. A razão para tal mudança é simplesmente a inundação de informações que aumenta a cada dia devido à participação do cidadão comum que produz informação. Claro que creio que tudo deve ser checado, já que o nosso papel de comunicadores é extremamente sério. Temos, então, de qualificar, dar sentido e selecionar a informação produzida para torná-la relevante e de interesse público. No entanto, otimizamos tempo, refletimos mais e temos de assumir o quanto isso nos favorece. O jornalista não é e nem deve ser o ator principal – se me permitem assim classificá-lo - na área de comunicação, pois as novas mídias – que sortudamente existem- proporcionam que as pessoas se manifestem, permitindo que as fontes que antes eram só coadjuvantes, passem a ser também protagonistas.

Para isso, é claro, não é necessário diploma nenhum, mas sim, o conhecimento, a vocação! Sou graduada em jornalismo, no entanto, afirmo que não é a universidade que constrói o bom profissional. Lá, eles oferecem a teoria que forma o bacharel em jornalismo, mas é a prática que faz nascer o verdadeiro jornalista, com faro, curiosidade, ética e habilidade profissional. Isso ocorre porque as universidades não dão base cultural, não dão a visão de mundo e o feeling necessário para elaborar boas pautas, não ensinam a escrever e mesmo nas aulas de ética, as informações que deveriam ser ricas, são extremamente escassas para a necessidade real do jornalista.

As coisas mudaram no campo jornalístico, isso é fato! No entanto, está todo mundo questionando sobre a obrigatoriedade ou não do diploma. Vou mais longe e lembro das mudanças da carreira dentro do caráter profissional. Quando o jornalista é contratado como Pessoa Jurídica (PJ) por exemplo, não tem vínculos com o veículo. Normalmente, comparece pouco à redação e não convive com outros jornalistas. Pois bem, vamos refletir: será que existe bom jornalismo sem o trabalho em conjunto? As idéias fluem com um profissional acrescentando, apontando e opinando na pauta do outro. Hoje, com o teletrabalho dos PJs, tudo é muito superficial e a redação perdeu a importância, já que não há mais a troca de informações.

Pois bem, nesse caso, sem o contato prático, sem a argumentação conjunta dentro da redação e levando em consideração que esses profissionais nem são considerados trabalhores para a Receita Federal, questiono: nessa situação, vale a pena ter diploma ou qualquer coisa que faça o jornalista bater no peito e se orgulhar da profissão? Acho que não e por isso, defendo o colaborativismo, que faz com que pensemos em conjunto, que discutamos e possamos chegar a algum consenso. Isso é comunicação, isso é jornalismo!

Por isso, parabéns a todos nós articulistas do JD - com diploma ou não - pelo Dia do Jornalista!

Resposta ao debate: 
Resumo: 

Com mais de quatro séculos de

Comentários

Sete de abril é o dia do jornalista?

Não sabia.
Sete de Abril me lembra uma rua, meus dois primeiros empregos em São Paulo. Numa loteria e numa empresa de energia. Acabei filósofo. Vai ver foi a rima.

Um hurra ao unir do talento à determinação

Um trabalho árduo o do comunicador, e me espanta, ao encontrar tamanha e crescente beleza nas embalagens das inteligências que o abraçam, por amor à informação. O pensamento coletivo é fruto da união, por somas e aparos de arestas, do fruto do pensamento individual, Vanessa.
E sempre foi assim.
No passado os pensamentos exponenciados tinham maiores dificuldades de chegar ao centro das decisões, mas frequentemente lá estavam os ávidos pelas suas críticas e creditando a humildes e distantes cabeças desconhecidas valorosas reflexões.
De gente jornalística surgiram os grandes nomes da humanidade.
Eles trazem ao conjunto da sociedade a pureza e a beleza das novas revelações. E sempre foi assim.
O futuro do jornalismo não é apenas promissor, é alentador sabermos, com convicção, que sempre estará presente na humanidade, especialmente em momentos de crises, onde nos colocamos, todos, à mercê de seus efeitos.
Parabéns por teus trabalhos por aqui. Não te imaginava tão nova, honestamente. Um cargo assim exige muito conhecimento e conhecimento não se adquire, sei por experiência própria, sem muita luta e tenho certeza, no seu caso mais que apenas determinação. Não é o diploma que te trouxe aqui, com certeza, mas o talento.