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É O COMEÇO DO FIM.

Seria até positivo não classificarmos para COPA de 2010. Para mostrar o quanto estes cartolas são irresponsáveis na administração de nosso futebol. Vejam o exemplo de Ricardo Teixeira. Vejam há quanto tempo está no comando da CBF. Por que será que ele é sempre reeleito? Porque será que ele conseguiu mudar o estatuto da entidade para praticamente se perpetuar no poder? Porque nenhum presidente de agremiação futebolística se revolta com esta bagunça comandada pela CBF? Porque todo presidente de agremiação futebolística não respeita o tempo de mandato a ele conferido? Por que ficar mais tempo?
Este era um esporte que mexia com o emocional do povo. Não mexe mais. Basta notar o público pagante no jogo contra a Bolívia. Havia motivos para lotar o estádio, afinal, goleamos o Chile fora de nossos domínios, mas através das inúmeras e constantes atitudes demagógicas de nossos cartolas, nosso torcedor não se rende mais a momentos esporádicos.
Amistosos da seleção são disputados atualmente no exterior, principalmente na Europa, porque nossos melhores jogadores jogam no velho continente, sob alegação da cartolagem que é mais fácil reunir os jogadores e as cotas para apresentação são melhores remuneradas. Este tipo de atitude faz representar a impressão de um sistema de mercenário, tanto para jogadores como para a cartolagem. Acaba com o símbolo de cidadania e orgulho que se representa a camisa canarinho para o torcedor.
Nos dias atuais, com ingressos caros, estádios em péssimo estado de conservação, segurança deficitária e um futebol medíocre apresentado por equipes que se desconfiguram durante o campeonato.
Com a melhora no poder aquisitivo do cidadão, ele quer conforto e segurança. Este novo modelo de cidadão (não aquele conjunto de meliantes que formam as famigeradas torcidas organizadas), quando vai a um estádio vê banheiros imundos, é extorquido e coagido por flanelinhas bruta-montes para vigiar seu automóvel (e todos sabemos como brasileiro gosta de automóvel), já que nosso transporte público é também uma falência e segurança deficitária para proteção do cidadão. Com todos estes contras citados, este novo modelo de cidadão, prefere atualmente assistir os jogos pela TV ou ir ao lazer de algum SHOPPING CENTER, que oferece todas as soluções para as deficiências citadas acima.
Dirigindo-me novamente às torcidas organizadas, a concordância dos cartolas com as estes bandos de meliantes e bruta montes, que mais parecem milícias organizadas de terrorismo e baderna que recebem ingressos gratuitos pelas diretorias dos clubes, enquanto este novo modelo de cidadão tem que enfrentar filas e até cambistas. Este tipo de recrutamento e aliciamento é importante para os cartolas. Quando necessitam fazer algum tipo de arruaça para deturpar alguma opinião que não lhes favoreçam, nada mais que acionar uma tropa de arruaceiros e terroristas, que já são remunerados para tal sujeira (os ingressos gratuitos nosso de cada jogo).
A falta de coerência de nosso calendário em sintonia com o mercado internacional, principalmente o europeu, contribui acentuadamente para deformação das equipes durante as competições. As equipes perdem competividade e o torcedor a identidade com jogadores que começam a se destacar. Aquele jogador com melhor expressão, vai se embora. Não podemos criticá-lo como mercenário. Ele antes de ser um jogador é um trabalhador, e como todo trabalhador espera por uma promoção, e o mercado internacional é o premio esperado pro um trabalho de esforço e diferenciado. Até aí nada de anormal, mas fazer com o campeonato em andamento é simplesmente burrice. Basta simplesmente nos adequarmos a este mercado e facilitar estas transações que são inevitáveis, saudáveis para qualquer administração que busca fomento para seu caixa. Nem criticar determinados técnicos, que não são mágicos quando vêem suas equipes serem dilaceradas dentro do certame futebolístico.
Não fabricamos mais craques como antes. Hoje está tudo nivelado. O que se consegue atualmente, é que os treinadores têm um conjunto de jogadores medianos, que se superam em benefício de uma equipe. Tanto que nem sempre a equipe que foi bem em ano, vai bem no ano subseqüente. Nem sempre se consegue o sucesso da superação de jogadores medianos em um conjunto.
Drasticamente, seria necessário que jogadores e treinadores cruzassem os braço, ou os pés, para fazer valer tais medidas. Estas medidas seriam fundamentais para o sucesso tanto de treinadores como jogadores, porque a partir daí se começaria a organização, afinal cartola corrupto não gosta de organização. Ficam mais difíceis as falcatruas. E tudo que se organiza, com o tempo vem o sucesso. E o sucesso é ver novamente os torcedores de volta aos estádios, sabendo o nome dos jogadores e número de suas camisas.
E finalmente, sugiro que nosso presidente faça comentários sobre seleção entre amigos ou num agradável churrasco. Dá direitos a réplicas desagradáveis como do goleiro Júlio Cesar. Uma discusão inútil para o cargo a qual foste eleito. Desvia-se o foco de seus compromissos políticos. Foque sua discussão em público para reformas estruturais a qual o povo anseia. Não pense que sua aprovação popular já é a solução para todos os problemas. Há muito para se fazer. Não o elegemos treinador de futebol e sim PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

Resumo: 

A cartolagem está falindo noss

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CARTOLAGEM

O fubebol é uma paixão para o torcedor, uma fonte de legitimação para os políticos, um manancial de fatos e fofocas para a mídia, uma fonte de renda para os jorgadores e, principalmente, UM NEGÓCIO PARA OS CARTOLAS. O problema é que os nossos cartolas são INCOMPETENTES. Eles selecionam e formam os atletas, exportam os mais talentosos no início da carreita a preço de banana e depois seus campeonatos estaduais e nacional ficam feios (ou mais feios do que os campeonatos inglês, italiano, espanhol e alemão). As equipes brasileiras são pobres porque não dão espetáculos, não enchem os estádios porque as partidas são horríveis; nossos times profissionais são equipes de várzea (isto vale para Palmeiras, São Paulo, Corintians, Vasco, Flamengo, Gremio, Internacional, Cruzeiro, etc...) e raramente tem condições de competir com as equipes para onde os craques foram enviados. Nossa seleção vive de favores. Se um time não quiser liberar um jogador a canarinho fica desfalcada. Os jogadores não precisam chegar a seleção para ficar ricos e muitos preferem disputar os compeonatos europeus do que correr o risco de se machucar jogando contra o Paraguai. Não ficaria nem surpreso nem triste se o Brasil não se classificasse para a próxima Copa do Mundo.