O cruel da ironia
O cruel da ironia é que eu, ao ler esse artigo por alto, prejulguei a autora como uma chata fazendo propaganda de corrente de dinheiro e só agora, relendo com mais carinho, percebi que a autora, Alessandra Novaes, tem toda razão em fazê-lo. E deve estar se sentindo indignada por ação de pessoas que como eu, lhe voltam imediatamente as costas, entendendo-a como adoradora de dinheiro, ou chata mesmo, o oposto do que agora dela vi.
Alessandra expõe com razão a única maneira que vê de se acabar com o racismo. Enchendo todo mundo, cada um com uma riqueza distinta e variável, de dinheiro.
Parabéns, Alessandra. Peço-lhe que me perdoe minha primeira impressão. A verdade é que o dinheiro realmente me provoca náuseas quando penso no ser humano que sofre por não ter o que comer. Dinheiro não se come, essa é minha revolta. Se não me perdoar, ao menos compreenda minha insensatez à primeira reação.
O cruel da ironia é que eu, ao
